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Shadows fala sobre a nova produção de palco para as turnês na Europa e EUA

O Avenged Sevenfold deu início à sua nova turnê neste último sábado, 7 de Janeiro, em Dublin, na Irlanda. Esta é a primeira jornada em apoio ao seu novo álbum “The Stage”, um álbum musicalmente complexo que aborda o assunto de inteligência artificial. M. Shadows espera refletir o espírito do álbum na produção da turnê.

A7X @ 3Arena

“Nós meio que nos livramos um pouco de toda a pirotecnia e fogos de artifícios, pois nós não achamos que isso se encaixa com esse álbum e à vibe dele,” conta Shadows para a ABC Radio. “Estamos fazendo mais mapeamento de imagens e… mais coisas que você poderia imaginar do tipo de experiência do Muse ou do Tool, mas do nosso modo.”

Em adição à nova produção, o Avenged Sevenfold está trazendo novas músicas também. Já tendo tocado a faixa-título do álbum algumas vezes no ano passado, Shadows acha que o novo material vai se traduzir bem nos shows ao vivo.

“Parece até que nós já tocamos ‘The Stage’ por 15 anos,” diz Shadows. “Se saiu tão bem ao vivo, especialmente quando o breakdown rola na ponte da música, e todo mundo levanta seus celulares e isqueiros, é muito lindo. É tão legal tocar algo musicalmente satisfatório mas também com muita energia.”

“Eu nunca senti essa reação de uma música nova em nossa carreira,” ele acrescenta.

O Avenged Sevenfold tocará nos Estados Unidos pelo meio do ano, incluindo alguns festivais, apesar de que a banda deve guardar sua produção completa de palco para uma turnê Norte Americana completa.

“Eu espero que nós possamos levá-la para os Estados Unidos logo em seguida,” diz Shadows. “Mas durante o verão, se as pessoas gostam de assistir shows em locais abertos, elas gostam de ter os grandes fogos de artifício e tal, então terão de esperar até 2018.”

*Fonte: 98Rock

“Metallica nos tomou como seus irmãos mais novos”

Em recente entrevista ao podcast “2 Hours With Matt Pinfield”, M. Shadows contou como foi se encontrar e se tornar amigo de ícones da música que o inspirou. Abaixo você pode ouvir a entrevista na íntegra.

“É surreal, cara. É muito interessante. Uma banda como… Você sabe, há diferentes opiniões de um cara com o Axl Rose (Guns n’ Roses) e opiniões em uma banda como o Metallica. O Metallica nos tomou como seus irmãos mais novos. Eles não tem ressentimento ou medo ou qualquer coisa que você possa esperar de uma banda mais nova que está crescendo; eles são os caras mais legais, e tudo o que eles queriam para nós é que fossemos bem sucedidos, o que diz muito sobre a personalidade deles. E eles fizeram tudo o que podiam para serem caras legais. E eu tenho que dizer que Axl Rose foi legal dentro do seu modo. Eu o encontrei há uns anos numa festa de lançamento de um CD do Korn, e ele veio até mim — eu nunca tinha o encontrado antes na minha vida — e ele disse, ‘Ei, eu gostaria de lhe agradecer por todas as coisas legais que você disse sobre mim à imprensa.’ E ele começou a falar comigo. Aí também nos levou em turnê. Eu digo, Slash também foi ótimo. Esses caras não tem o que provar; eles são ótimos caras, especialmente o Metallica. Esses caras tem tentado ajudar bandas mais novas desde o início; eles levam bandas como Lamb of God ou Deftones, ou qualquer uma que seja, e eles estão tentando dar oportunidades para outros artistas, o que é realmente louvável e legal. E tem disso uma honra… Isso mostra que eles são confiantes e são confortáveis consigo mesmos; eles não são inseguros, e querem ajudar o gênero, o que é… eles não tem que fazer isso, e eles fazem, então é muito legal.”

M.Shadows explica como manteve “The Stage” em segredo, evolução do álbum e como será 2017

Matéria original da Forbes:

O álbum surpresa é ainda um fenômeno relativamente novo, e é um que não parece estar desaparecendo ou perdendo espaço tão cedo. Nos últimos anos, a estratégia de lançamento pareceu pertencer somente aos artistas de hip-hop e R&B, com muitos gêneros permanecendo completamente longe da ideia. Isso é parte da razão pelo qual o Avenged Sevenfold, um dos maiores nomes do hard rock, decidiu soltar seu mais recente album “The Stage” com pouco aviso, surpreendendo milhões de fãs ao redor do mundo na última sexta-feira de Outubro (28).

O que fez este lançamento surpresa ainda mais chocante e impressionante foi o fato de que, ao contrário de muitos que vieram antes, “The Stage” não se limitou a uma disponibilidade apenas digital. O CD poderia ser comprado no mesmo dia em que a música estava no iTunes e em plataformas de streaming, o que provou ser complicado para a banda e sua nova gravadora (Capitol).

“The Stage” estreou em 4º lugar nas paradas norte-americanas, tornando-se o quinto Top 10 da banda. Embora não tenha chegado ao primeiro lugar, o que parecia ter sido uma possibilidade por um curto período de tempo na semana passada, depois de falar com M. Shadows, o vocalista da banda, parece que nunca foi o ponto deste inovador lançamento.

(mais…)

“Você não pode quebrar as regras e esperar o mesmo resultado,” diz M. Shadows sobre as vendas de “The Stage”

M. Shadows falou com a Inc. sobre as vendas e a forma de lançamento do álbum “The Stage”, confira:

“Nós temos sentimentos mistos agora,” disse. “Nós sabemos que poderíamos ter feito uma preparação chata e ter atingido o primeiro lugar. Quando você faz uma preparação de três meses, você faz uma pré-venda, singles e etc, tudo na sua primeira semana. Do jeito que nós fizemos, nossos números são apenas para uma semana. Como Kanye West fez: seus números da primeira semana foram baixos comparados ao que eles poderiam ter feito do modo tradicional de lançamento.”

E isso facilita para os críticos dizerem, “O novo álbum deles vendeu apenas…”
Nós sabíamos que isso poderia acontecer, mas sentimos que valeria a pena ter esse risco. Nós também tivemos uma visão a longo prazo. A média de um álbum que segue um modelo de lançamento de três meses vê suas vendas caírem em 80% na segunda semana. Esperamos que isso aconteça também… mas também esperamos que as vendas de nosso álbum continuem por um bom tempo.

São sentimentos mistos, mas estou muito animado em fazer coisas novas. Eu estaria depressivo se tivéssemos feito do modo antigo. Isso é muito 2009.

Agora nós temos um álbum que vendeu menos cópias que o último na sua primeira semana. E está tudo bem: você não pode quebrar as regras e esperar o mesmo resultado.

“‘Hail To The King’ soou muito próximo do Metallica, mas ‘The Stage’ é completamente diferente”

M. Shadows foi recentemente entrevistado pela Loudwire e falou sobre a diferença de sonoridade entre os álbuns “Hail To The King” (2013) e “The Stage” (2016).

“Eu estou feliz de que nós pudemos trazer algo novo do que o Metallica não está trazendo em seu novo álbum, e eles estão fazendo o que eles fazem. Ao contrário da última vez onde nosso álbum soou muito como Metallica, estou feliz de que as pessoas terão um grande espectro de música para ouvir, e tudo isso soa completamente diferente de cada um.”

Uma vez que as duas bandas estão lançando novos álbuns próximo do mesmo período, Shadows completa, “Acho que tem algo bem legal sobre isso. Você sabe, uma banda nova sempre vai querer quebrar algumas barreiras, o Metallica é só uma clássica e lendária banda que obviamente vai lançar um álbum excelente. Então, para mim, isso é maravilhoso. Eu acho que é muito bom para os fãs de metal e eu gostaria de ter 15 anos de novo para poder curtir isso.”

Matt Shadows fala sobre as composições com Brooks, DVD ‘This is Bat Country’, contrato com a Warner e mais!

Em entrevista ao programa de rádio Louwire Nights, M. Shadows falou sobre as próximas participações em festivais, como foi tocar e compor com Brooks Wackerman antes de anunciá-lo como novo baterista, o status do DVD “This is Bat Country”, a estranha relação deles com a Warner Bros. Records e mais. Confira abaixo!

O Avenged Sevenfold vai cair na estrada com Volbeat, Killswitch Engage e Avatar, a partir do dia 12 de Setembro em Kansas, com paradas em Michigan, Ohio, Indiana e Tennessee. Na verdade não tem muitas paradas. Porque vocês mantiveram essa turnê pequena, já que a demanda é tão alta e a turnê na Europa com Disturbed e Chavelle é muito maior?

Tem muita coisa nisso. Nós fomos chamados meses atrás. Eu não sei quantas pessoas sabem disso, mas quando eles estão agendando esses festivais, eles ligam um ano antes. Quando nós dissemos que iriamos tocar nesses festivais, há um ano, nós não sabíamos onde estaríamos no processo de composição e onde como estaríamos em termos de como todos se sentiriam.

Então, uma vez que chegamos a esse ponto e não temos um álbum ainda, nós ainda estamos trabalhando nele e fazendo todas essas coisas, então nós dissemos ‘vamos fazer algumas datas no meio desses festivais, assim não temos que ficar indo e voltando pra casa’. Então temos a esperança de que quando estivermos na Europa, tudo estará em ordem de novo. Esse é o motivo pelo qual não temos muitos shows agora. Faremos isso entre os festivais e chamamos nossos amigos do Volbeat e Killswitch, perguntamos se eles queriam participar conosco e toparam. Então faremos apenas essas datas para vermos como isso vai rolar.

Vocês tem muitos festivais marcados para os próximos meses. Eu vi que o Rock Allegiance e o Houston Open Air estão em parceria com vocês com o LTD Tweets. Tem como você nos falar um pouco sobre o que eles fazem? Como a banda se encaixa nisso?

Para nós, tudo da Living the Dream e todas as coisas com a F Cancer que temos feito, é apenas sobre encontrar com fãs que não podem necessariamente vir para os shows ou estão doentes. Eles não podem necessariamente estarem lá para ter a experiência que muitos fãs podem ter. Nós tentamos nos encontrar com esses jovens e fazer o máximo que podemos para eles. Nós doamos, tentamos doar nosso tempo o máximo possível e isso é realmente importante para nós.

Temos feito isso por anos. Quanto mais jovens nós nos encontrarmos ou jovens que estão com doenças terminais, mais nós tentamos fazer isso pois é realmente importante e você pode ver a esperança nos olhos deles, das suas famílias e de seus pais. Normalmente para coisas como essas, eles voam com seu melhor amigo ou membros da família, sentam ao lado do palco e aproveitam a noite com a banda. Nós tiramos algumas horas do nosso dia para fazer, esperançosamente, uma experiência que irá mudar a vida dessas pessoas.

Você pode dizer que haverá algo novo para os fãs ouvirem em 2016? Ou 2017 é mais realístico neste momento?

Eu não tenho ideia neste momento. Nada. Eu tenho certeza que todas as revistas e rádios estão com raiva de nós neste momento, mas a realidade é que quando tiver algo a ser ouvido, então será ouvido. Agora nós estamos trabalhando muito e queremos ter certeza que tudo está em ordem, pois não se parece a coisa certa a fazer em dar apenas um gostinho neste momento para as pessoas.

Há algo que você pode dizer em como o processo criativo tem sido diferente, neste mesmo momento, de quando estavam gravando o Hail to the King?

Nós temos Brooks Wackerman tocando com a gente agora, então pelos últimos anos nós temos tocado com ele. Então, obviamente isso tem trazido um novo elemento. A coisa sobre esta banda é que, se tem alguém novo que vai entrar, então esta é a razão que queríamos Brooks nesta banda. Nós não iremos sentar lá e colocá-lo de lado e dizer, ‘Bom, apenas vá em frente e faça as suas linhas de bateria.’ Uma coisa que foi realmente importante para nós, é que temos trabalhado com ele por um ano antes de anunciarmos qualquer coisa, pois queríamos ter certeza de que ele se encaixaria no estilo do que nós queremos chegar.

A coisa nova que eu posso dizer é que tendo o Brooks na banda, nós definitivamente iremos utilizá-lo, não iremos apenas dizer, ‘Ei cara, você é apenas um contratado,’ pois ele não é. Ele é parte da banda e nós queremos que ele participe da composição, queremos senti-lo e é isso que temos feito. Isso será animador e eu acho que muitas pessoas estão pensando se a banda irá gravar um álbum e apenas fazer o Brooks tocar nele. Não é o caso. Nós escrevemos todos juntos e isso tem sido realmente divertido.

Falando no Brooks, por acaso ele disse à você o que estava passando em sua cabeça antes de tocar seu segundo show com a banda? Metallica tocando, 50 mil pessoas lá, um novo estádio de 1 bilhão de dólares. É muita coisa para processar. Ele disse algo para você ou o que estava pensando?

Eu sei que ele estava nervoso. Todos nós estávamos nervosos. Nós fizemos três shows no ano passado e não fazemos uma turnê de verdade há dois anos. Muita coisa aconteceu em dois anos, você envelhece e engorda. [risos] Você apenas não consegue se preparar para algo assim. Não tem como você ficar preparado para tocar na frente de 60 mil pessoas em um estádio e ainda ter que abrir. Não temos feito isso em um bom tempo e abrir para o Metallica, é realmente bom mas também é um ambiente hostil. A qualquer momento isso pode se virar contra você, pois as pessoas estão ali para ver o Metallica. Para nós, todos estávamos nervosos. Estávamos nervosos até mesmo no show no First Avenue, pois nunca tocamos ali. Não é como andar de bicicleta, necessariamente. Você tem que, tipo, apenas subir no palco. Aí no backstage você está, ‘Oh meu Deus, nós podemos fazer isso de novo?’ Uma vez que você sai dali você pode, mas realmente é algo que você realmente fica nervoso.

Em Maio de 2015 todos nós tivemos uma visão rápida do DVD “This is Bat Country”. A banda lançou um teaser. O DVD já está pronto? Ele verá a luz do dia? Tem algum tipo de atualizamos que você pode nos dar?

A realidade é que o DVD nunca chegou lá. Eu sei que alguns fãs não querem ouvir isso, mas para nós quando estamos olhando algo e decidindo lançar ou não, irá passar por um processo do tipo, ‘Isso está bom o suficiente para ser lançado?’ Você é perguntado milhões de vezes, ‘Você tem um DVD?’ Aí começa a vazar que tem um DVD e você diz ‘Okay sim, nós temos um DVD’. Aí quando ele não chega lá, nós não temos uma razão para lançá-lo. O DVD nunca ficou bom o suficiente para ser lançado, na nossa opinião.

Então, eu não sei o que tá rolando agora. Eu sei que ainda está no estágio de cortes. Nós ainda estamos tentando montar algo legal, mas aí também tem a coisa com a Warner Bros. Nós não estamos mais com a Warner e eles tem os direitos desses materiais. Então, eu não sei o que vai acontecer com esse DVD. A resposta real é que ele não está da forma que queremos que ele fosse lançado.

Essa era a minha próxima pergunta, você anunciou no começo desse ano que a banda estava tentando desfazer seu contrato com a Warner Bros Records. Teve alguma solução? Aparentemente não.

Não teve uma decisão disso ainda. Eu vi uma coisa, acho que foi outro site dizendo que o que nós dissemos não era a verdade sobre o motivo que nós saímos. Aquilo não é verdade. Nós deixamos pois cada pessoa na gravadora, na verdade não todos eles, o departamento de rádio ainda está intacto. Mas as pessoas que assinaram com a gente, o pessoal do A&R, todas as pessoas que trabalhavam nessa parte da companhia não se preocupava ou não sabia quem era o Avenged Sevenfold. Então nós tivemos que deixá-los.

Você não tem nada pra fazer com pessoas de um lugar que não liga para a sua banda, então você tem que se mudar para um lugar que se preocupem com a sua banda. Então, as gravadoras começam a morfar e mudar conforme o tempo passa, você tem que fazer o que é melhor para você e esse é o motivo no qual nós saímos. Para nós, é sobre encontrar um lar que se preocupe com o rock e com o Avenged Sevenfold e que queira fazer a nossa carreira continuar enquanto passamos por isso.

Por último, qual é o melhor elogio que você já recebeu musicalmente e que significou mais para você?

Ah cara. Musicalmente, eu gosto quando as pessoas tem o conhecimento sobre música e elas podem conversar com você sobre isso. Eu sou daqueles geeks de falar sobre estruturas de cordas ou melodia, então eu sempre amei conversar profundamente com músicos sobre isso. Eu também gosto quando um fã se expressa em algo que ele gosta, mesmo não sabendo nada sobre música, mas os toca de alguma forma.

Então, há muitas coisas legais. Sempre quando você vai a shows e ouve essas histórias dos fãs, é sempre algo tocante e sensacional. De vez em quando nós podemos tocar a vida de alguém compondo uma melodia ou escrevendo alguma música, o que é sempre realmente especial.

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